quarta-feira, 1 de abril de 2015

Carta à AMBEV - Lacres de Latinha




Bem gente, depois de verificar este problema na prática, e sofrer na pele a frustração que é recolher centenas de lacres de latinha, resolvi escrever para a empresa que é a segunda maior cervejaria do mundo e a maior empresa da América Latina, a AMBEV.

Ela, juntamente com os consumidores ignorantes e inconsequentes, que jogam esses lacres em toda parte,  tem parte dessa culpa. Pois fabricam o lacre e o sistema que permite que eles sejam removidos.

Então postei o texto seguinte em seu site, no Fale Conosco.

Se puderem, compartilhem e divulguem, inclusive para outros fabricantes.  Alguém tem que ouvir e tornar esse assunto mais importante e virar uma meta de mudança.

Afinal, não somos somente nós, detectoristas, que estamos sendo impactados. É um problema sério de poluição ambiental. E pode ser parado em pouco tempo, se houver um esforço para isso.


"Olá!

Vi no seu site que há uma preocupação da empresa com o meio ambiente, com metas ambientais e ecoeficiência. Muito bem! Isso é importantíssimo.


Entretanto, há uma situação grave ocorrendo bem sob os nossos narizes e que tem sido um mal causado há muitos anos.  Parte culpa de nós, consumidores, e parte culpa de vcs fabricantes.


Como podem ver em meu cadastro, sou morador de Santos/SP, e tenho como hobby o Detectorismo.  O detectorismo é a prática de procurar objetos metálicos na natureza, seja campos, rios, praias, florestas, etc, munido de um aparelho detector de metais.


Faço parte de um grupo que tem crescido bastante nos últimos anos e que tem adeptos no mundo inteiro.


Nosso grande inimigo e a maior "praga" que enfrentamos na prática de nosso hobby, é o Lacre de Latinha.  Aquele pequeno anel de alumínio que se usa para abrir a latinha, seja de refrigerante, suco ou cerveja.


Ocorre que todos nós detectoristas, e creio que eu posso falar em nome de todos, encontramos esses lacres aos milhares, em qualquer lugar, em todos os recantos que vamos.  Mesmo nos mais longínquos e isolados. É verdadeiramente uma praga anti-ecológica, que polui, suja e enfeia.


Em todas as incursões que faço, encontro no mínimo 50 lacres.  Muitos eu acabo deixando para trás, pelo cansaço e frustração de encontra-los e recolhe-los.

Cavar um buraco, às vezes de até 30 cm, perder tempo e esforço para finalmente descobrir que se tratava de um lacre, é realmente frustrante.

Em Santos, as praias estão coalhadas desse objeto.  Um verdadeiro horror.

E acreditem, os melhores e mais caros detectores de metais identificam esse objeto como se fosse ouro.  É muito mais sensível a ser detectado do que uma moeda de 1 real, que é bem maior e mais pesada.

Como disse, isso é parte ignorância do consumidor, que o remove e joga em qualquer lugar, e parte culpa dos fabricantes, que não se dedicaram a fazer um produto cujo recipiente fosse íntegro e impossível de ter essa parte removível.


É lógico que o não uso de alumínio ainda está distante, mas acho que os engenheiros poderiam se dedicar a melhorar a embalagem atual, pensando também neste tipo de impacto ambiental.  E esse tipo de lacre já teve a sua época e já causou muita poluição. 


Está na hora de mudar! De ser mais consciente, e pensar que um pequeno detalhe como esse está fazendo um grande estrago em nossas praias.


Se quiserem conferir o resultado de minhas coletas, ou como costumamos chamar, "caçadas",  entrem no meu blog:  http://detectorsantista.blogspot.com

Há fotos de tudo que eu coleto. Inclusive dos famigerados lacres.

Há muitos grupos no Facebook, blogs, e videos no Youtube à respeito desse hobby.  É claro que a maioria prefere postar fotos de seus achados valiosos, mas todos, sem exceção, encontram lacres por toda parte, aos montes!


Por favor,  podem dedicar um tempo a esse assunto?  Podem inventar um novo meio de abrir uma lata sem esse anel?


Qualquer dúvida, estou à vossa disposição, inclusive para acompanhar qualquer representante da Ambev em uma visita em nossas praias para verificar o que estou relatando.


Grato por toda a atenção dispensada.  


Abraços."

Um comentário:

  1. eu mandei uma msg dessa a um tempão e não obtive resposta kkk mas enfim, quanto ao excesso de lacre pode discriminar eles com detector vlf, vai perder algum ouro é claro, a maioria do ouro na verdade, mas ai não cava essas porcarias.
    É mais ou menos assim, alianças finas até uns 5 gramas mais ou menos dão sinal identico a lacre, mas alianças e objetos mais massivos de ouro dão sinais diferentes, então se você regular um vlf para eliminar alumínio vai ignorar a maioria dos lacres, alianças pequenas e peças de ouro pequenas (que são a maioria dos achados quando se trata de ouro) mas alianças pesadas vão ser encontradas, bem como qualquer objeto em prata, alguns lacres (são raros) tbm serão encontrados mas em quantidade ínfima.

    Numa caçada em praia com o delta4000 fiz da seguinte forma, eliminei ferro e aluminio, por consequência não cavava moedas atuais e da década de 70 80 e 90 lacres embalagens e tampas de garrafa, posso ter perdido algumas alianças finas em ouro, passei e não deram sinal, mas é o jeito :/ o dia resultou numa aliança de ouro de 13 gramas e algumas porcarias como chapas grossas de alumínio, latas inteiras e objetos em bronze/cobre

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