quinta-feira, 2 de abril de 2015

Carta à Coca-Cola - Lacres de Latinha

Amigos Detectoristas,

No embalo dessa campanha, acabo de enviar a carta abaixo também para a Coca-Cola.
A carta é bastante similar à enviada para a AMBEV, com poucas alterações.

Espero sinceramente que me ajudem a compartilhar, divulgar e criar um movimento de repúdio aos lacres.



Unidos podemos muito!  Juntos teremos voz!
Vc que tem amigos na imprensa, ou no governo, ou nos fabricantes, ou conhece ONGs que possam acreditar nesse conceito,  faça contato. Explique e venda essa ideia.


"Olá!

Vi no seu site que há uma preocupação da empresa em aprimorar as embalagens para que sejam recicladas e atendam as disposições da política nacional de resíduos sólidos. Muito bem! Isso é importantíssimo. 

Entretanto, há uma situação grave ocorrendo bem sob os nossos narizes e que tem sido um mal causado há muitos anos.  Parte culpa de nós, consumidores, e parte culpa de vcs fabricantes.

Meu intuito é alerta-los de que, apesar das latinhas estarem sendo em grande parte recicladas, há uma parte importante, que têm poluído o meio ambiente.

Como podem ver em meu cadastro, sou morador de Santos/SP, e tenho como hobby o Detectorismo.  O detectorismo é a prática de procurar objetos metálicos na natureza, seja campos, rios, praias, florestas, etc, munido de um aparelho detector de metais.

Faço parte de um grupo que tem crescido bastante nos últimos anos e que tem adeptos no mundo inteiro.

Nosso grande inimigo e a maior "praga" que enfrentamos na prática de nosso hobby, é o Lacre de Latinha.  Aquele pequeno anel de alumínio que se usa para abrir a latinha, seja de refrigerante, suco ou cerveja.

Ocorre que todos nós detectoristas, e creio que eu posso falar em nome de todos, encontramos esses lacres aos milhares, em qualquer lugar, em todos os recantos que vamos.  Mesmo nos mais longínquos e isolados. É verdadeiramente um flagelo anti-ecológico, que polui, suja e enfeia.

Em todas as incursões que faço, encontro no mínimo 50 lacres.  Muitos eu acabo deixando para trás, pelo cansaço e frustração de encontra-los e recolhe-los. Meus amigos detectoristas os encontram às centenas.
Cavar um buraco, às vezes de até 30 cm, perder tempo e esforço para finalmente descobrir que se tratava de um lacre, é realmente frustrante.

Em Santos, as praias estão coalhadas desse objeto.  Um verdadeiro horror.
E acreditem, os melhores e mais caros detectores de metais identificam esse objeto como se fosse ouro.  É muito mais sensível a ser detectado do que uma moeda de 1 real, que é bem maior e mais pesada.

Como disse, isso é parte ignorância do consumidor, que o remove e joga em qualquer lugar, e parte culpa dos fabricantes, que não se dedicaram a fazer um produto cujo recipiente fosse íntegro e impossível de ter essa parte removível.

É lógico que o não uso de alumínio ainda está distante, mas acho que os engenheiros poderiam se dedicar a melhorar a embalagem atual, pensando também neste tipo de impacto ambiental.  E esse tipo de lacre já teve a sua época e já causou muita poluição. 

Está na hora de mudar! De ser mais consciente, e pensar que um pequeno detalhe como esse está fazendo um grande estrago em nossas praias.

Se quiserem conferir o resultado de minhas coletas, ou como costumamos chamar, "caçadas",  entrem no meu blog:  http://detectorsantista.blogspot.com
Há fotos de tudo que eu coleto. Inclusive dos famigerados lacres.

Há muitos grupos no Facebook, blogs, e videos no Youtube à respeito desse hobby.  É claro que a maioria prefere postar fotos de seus achados valiosos, mas todos, sem exceção, encontram lacres por toda parte, aos montes!

Por favor,  podem dedicar um tempo a esse assunto?  Podem inventar um novo meio de abrir uma lata sem esse anel? Podem ser inovadores e realmente fazer algo em prol da natureza?

Qualquer dúvida, estou à vossa disposição, inclusive para acompanhar qualquer representante da Ambev em uma visita em nossas praias para verificar o que estou relatando.

Grato por toda a atenção dispensada.  

Abraços."

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